Mira Iara

Dit zijn twee inheemse namen uit het Braziliaanse Amazonewoud.
Mira betekent 'mensen',
Iara betekent 'moeder van de zee, vrouw van het water'.
In het Latijn bestaat de naam Mira ook,
de betekenis daarvan is 'geweldig' .

Iara - de betekenis (vertaling volgt)

Tupi, Senhora das águas, Mãe d’água. Entidade maléfica, moradora dos rios.
Foi também grafado como Oiara, Yara e Uyara.
Apesar de parecer submissa e quase sem iniciativa, tem muita garra para lutar por seus objetivos.
Quando estabelece uma meta, é persistente até o fim. Usa de muita doçura até conquistar a pessoa amada.


Iara - de legende (vertaling volgt)

Os índios e os sertanejos acreditam na existência da Yara, ou Mãe d'Água.
Dizem que é uma mulher muito linda, de pele alva, olhos verdes e cabelos cor de ouro, que vive nos lagos, nos rios e nos igarapés. Ninguém resiste ao encanto da Yara. Quem a vê fica logo atraído pela sua beleza e pelo seu canto mavioso. E acaba sendo arrastado por ela para o fundo das águas. Por isso, os índios ao cair da tarde, afastam-se dos lagos e dos rios. Eles têm medo de encontrar a Yara e de ficarem dominados pelo seu encanto.

Conta-se que vivia, há muitos anos, nas margens do Rio Amazonas, um filho do tuxaua dos Manaus, chamado Jaraguari. Era um moço belo como o sol e forte como o jaguar. Os outros índios invejavam sua coragem, sua força e sua destreza. As mulheres admiravam sua formosura, sua graça e sua valentia. E os velhos amavam Jaraguari, porque ele os tratava com respeito e carinho. Jaraguari era alegre e feliz como um pássaro. Mas, um dia, começou a mostrar-se reservado e pensativo. Todas as tardes subia com sua canoa para a ponta do Tarumã, onde permanecia silencioso e solitário até a meia-noite.

Sua mãe, impressionada com a mudança do filho, perguntou-lhe: - "Que pescaria é essa, meu filho, que se prolonga até alta noite? Não tens medo das artes traiçoeiras de Anhangá? Por que vives agora tão triste? Onde está a alegria que animava a tua vida?" Jaraguari ficou silencioso. Depois, respondeu com os olhos muito abertos, como se estivesse vendo uma cena maravilhosa: - "Mãe, eu a vi!...Eu a vi, mãe, nadando entre as flores do igarapé. É linda como a lua nas noites mais claras. Eu a vi, mãe!... Seus cabelos têm a cor do ouro e o brilho do sol. Seus olhos são duas pedras verdes. Seu canto é mais belo do que o do Uirapuru. Eu a vi, mãe!..."

Ao ouvir as palavras do filho, a velha atirou-se ao chão, gritando entre lágrimas:
- "Foge dessa mulher, meu filho! É a Yara! Ela vai te matar! Foge, meu filho!" O rapaz nada disse e saiu da maloca. No dia seguinte, ao cair da tarde, sua igara deslizava mansamente pelo rio, na direção da ponta do Tarumã. Mas, de repente, os índios que pescavam à beira do rio, gritaram: - "Corre, gente! Corre, vem ver!" Ao longe, via-se a canoa de Jaraguari. E, abraçada ao jovem guerreiro, surgiu uma mulher de corpo alvo e cabelos compridos, cor de ouro. Era a Yara! E, desde então, nunca mais Jaraguari voltou a sua maloca.